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Interdisciplinaridade das palestras foi a grande conquista do evento






Se a teoria de que a união de esforços é uma ferramenta que proporciona melhores condições para o êxito, integração do 5º Encontro Estadual do Setor da Floricultura do Rio Grande do Sul e do 4º Criando Paisagens pode ser considerado um exemplo prático.

Porém, a junção, por si só, não garante o sucesso. É preciso que um evento que se propõe a observar a interdisciplinaridade no paisagismo tenha, na sua programação, uma lista de assuntos e profissionais que interajam entre si e se completem. E foi isso que aconteceu.

Logo na abertura, a arquiteta Maria Cândida de Paula falou sobre o mercado de paisagismo. Pediu atenção aos profissionais, já que a velocidade das mudanças está atingindo todos os segmentos e o comportamento dos consumidores muda ainda mais rápido. ?Esteja sempre atento ao que acontece ao seu redor. É preciso se colocar no lugar dos clientes para entender o que eles procuram. Molde-se a eles. Não espere que eles se moldem a você.

Na sequência, uma aula sobre vegetação para áreas públicas, com o Mestre em plantas ornamentais, Hans Hesse. Ele apresentou os principais tipos de vegetações para praças, rodovias, parques e áreas próximas a empresas e residências, além de listar exemplares de vários portes e quais são seus melhores usos.

A Mestre em Planejamento Urbano e Regional, Mariana Pavlick, alertou quanto à importância dos sistemas de áreas verdes e como a recomposição deste sistema pode contribuir para uma maior sustentabilidade ambiental, melhoria da paisagem urbana e qualidade de vida nas cidades. Por sua vez, o Doutor em Ciências do Solo, Edemar Streck, chamou a atenção para a sustentabilidade, tanto no meio rural como no setor urbano.

O segundo dia de palestras iniciou com o coordenador de projetos da Inflorescência Paisagismo, Frederico Karam, que falou sobre as intervenções na paisagem urbana. Karam chamou a atenção para as questões éticas envolvidas no relacionamento entre os profissionais e seus clientes e a elaboração de projetos que atendam a real necessidade de cada contratante.

A presidente Associação Nacional de Paisagistas, Eliana Azevedo, disse que é preciso uma maior proximidade dos profissionais paisagistas com a realidade das cidades e o comprometimento com a solução de seus problemas, sem perder a conexão com a natureza

?É preciso uma mudança de paradigma. Não se pode mais desprezar o papel da natureza na elaboração dos projetos. A evolução da humanidade mostra que nós nunca deveríamos ter permitido o desenvolvimento sob o custo de prejuízos ao meio ambiente o uso indiscriminado dos recursos naturais?, alertou.

Ela também relatou como está o andamento do projeto que prevê a regulamentação da profissão de Paisagista. O PL 2043/11 já tem parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, mas ainda não tem data para ir à votação. Segundo ela, a regulamentação vai possibilitar a formação de profissionais com maior qualificação e capacidade para cumprir as demandas específicas do setor.

As atividades encerraram com o debate sobre a interdisciplinaridade no Paisagismo, com a participação do paisagista e engenheiro agrônomo, Toni Backes (Paisagista e Eng. Agrônomo), da arquiteta Maria Cândida de Paula e do paisagista Sandro Sander. Ao final, também houve uma visita técnica ao sítio de produção e pesquisa da Floricultura Úrsula.



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